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Polícia Civil promove seminário sobre antropologia forense

 18/08/2012 - 16:31h - Atualizado em 18/08/2012 - 16:31h

Evento inédito faz parte da estratégia de capacitação de profissionais


Com a evolução tecnológica na área de perícia técnica e a necessidade de usá-la para auxiliar nas investigações, a Polícia Civil promoveu, do dia 16 a 18 de agosto, o I Seminário Internacional de Antropologia Forense – A atuação da Antropologia Forense na Investigação Criminal. O evento foi uma integração entre Brasil e Portugal, através da participação de dois grandes nomes do país e referências em toda a Europa no campo da Antropologia Forense: a presidente da Sociedade Européia de Antropologia Forense, Eugénia Cunha, e Carlos Henrique Durão.


O seminário é um evento inédito e faz parte da estratégia de capacitação dos profissionais da Polícia Técnico Científica, visando o preparo para os grandes eventos que acontecerão nos próximos anos. Profissionais de todo o Brasil se inscreveram, com o objetivo de trocarem experiências no campo da antropologia forense. As palestras foram na Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol).


Para o coordenador do Laboratório de Antropologia Forense do Instituto Médico Legal (IML), Marcos Paulo Machado, o evento é importante para o aprimoramento das técnicas neste campo.

- O seminário é vital para o serviço da antropologia. A tendência é que esses eventos sejam de grande ganho para toda a perícia do Brasil -  afirmou.


Estiveram presentes representantes dos estados do Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e do Distrito Federal, da Seção de Perícias Criminais do 1º Batalhão de Polícia do Exército, do Museu de Arqueologia e da Marinha do Brasil, além de representantes de Portugal.


O Laboratório de Antropologia Forense do Instituto Médico Legal realiza um trabalho a partir da impossibilidade de identificação de um corpo por meio de exame papiloscópico (impressão digital) e comparação de arcada dentária. Quando o corpo é encontrado em estágio elevado de decomposição, onde são encontrados mais ossos do que tecido mole (pele e órgãos), ele é encaminhado para o laboratório. Lá, o material é analisado e é reconstruído o esqueleto do corpo, caso todos os ossos tenham sido encontrados. A partir disso, é possível precisar o perfil biológico, como a cor da pele da pessoa, o sexo, a idade, como também há quanto tempo ela foi morta, a causa morte, entre outras evidências.

 

Palestrantes
 

Professora Doutora Eugênia Cunha


Eugênia Cunha é licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). Em 1994, concluiu o Doutoramento também na Universidade de Coimbra. É, desde 2003, professora catedrática no agora Departamento de Ciências da Vida, onde integra a Comissão Cientifica. É ainda Coordenadora do Mestrado em Evolução e Biologia Humanas desde 1998 e do Curso de Pós Graduação em Antropologia Forense da FCTUC, INML CF, desde 2011. Preside à FASE- Forensic Anthropology Society of Europe desde 2009.

 

Dr. Carlos Henrique Durão


Carlos Henrique Durão é licenciado em medicina pela Escola de Medicina Souza Marques (FTESM). Em 2006 concluiu a residência médica em ortopedia e traumatologia no Hospital Central do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro (HCAP). Foi estagiário do IML-AP e do Serviço de Medicina Legal (SML-HCE) do Exército e Professor de Medicina Legal da Universidade Iguaçu (UNIG). Em 2006 ingressou no Exército Português. Como militar foi responsável pelo módulo sanitário do 1º Batalhão de Infantaria Paraquedista na missão da NATO no Kosovo (KFOR), acompanhando os trabalhos da Comissão de Direitos Humanos da ONU (OSCE). Em 2007 iniciou o doutoramento em Ciências Forenses pela Universidade do Porto. É perito médico do Instituto Nacional de Medicina Legal. 

 




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