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Tecnologia e participação popular auxiliam Bope em ações antiterror

 20/07/2012 - 20:05h - Atualizado em 25/07/2012 - 11:03h
 » Por Charline Fonseca

Desde 2000, unidade do batalhão destinada ao resgate de reféns teve 99% de êxito


Tecnologia e informações passadas pela própria população são algumas das armas que o Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar, usa para combater ações terroristas. O treinamento constante – que inclui instruções em transportes de massa – e o intercâmbio com grupos táticos de outros países do mundo garantiram à Unidade de Intervenção Tática (UIT) - fração destinada exclusivamente a ações de resgate e contraterrorismo - uma marca expressiva: desde 2000, 200 reféns foram resgatados ilesos em casos de sequestro.

Segundo o relações públicas do Bope, major Ivan Blaz, os 50 homens foram divididos em grupamentos especializados, que compõem a UIT: os grupos de Negociadores de Análise (GNA), de Atiradores de Precisão (GAP) e de Resgate e Retomada (GRR), além dos psicólogos da unidade. Dessa forma, foi possível focar nas especificidades. Todos eles participam de exercícios constantes e de cursos ministrados para as Forças Armadas e outras polícias, além de treinamentos com grupos que exercem a mesma função em outros países para aprimorar a técnica. Alemanha, Espanha, França e Estados Unidos fazem parte da lista.

- De 2000 para cá, tivemos apenas dois casos com resultado letal. Nos outros, conseguimos resgatar tanto reféns quanto os tomadores de reféns com vida. O índice de letalidade é baixo porque 80% dos casos são resolvidos com o uso da negociação. Quando há necessidade de intervenção, o GRR usa armas não letais – explica o major Blaz.

O suporte tecnológico também contribuiu para o sucesso das operações. Robôs acionados por controle remoto, que podem ser lançados em ambientes confinados, um sistema de monitoramento com câmeras de fibra ótica e veículos blindados dão suporte às operações e evitam desperdício de tempo e esforço.

Blaz afirma ainda que a Rio +20 foi uma grande oportunidade para colocar os “caveiras” em contato com a realidade praticamente inexistente de ações terroristas no Brasil e atuar em conjunto com outras forças de segurança, além de observar as principais demandas. Mas ressalta que a cooperação da população é fundamental para acelerar o trabalho.

- O Bope está preparado para atuar em qualquer tipo de situação. As últimas ações mostram o nível de excelência do nosso trabalho. Mas sempre buscamos melhorias nas áreas de tecnologia e treinamento de pessoal. A população deve entender que as ações são preventivas e a colaborar, pois a sociedade pode fornecer informações valiosas em muitos casos – avalia.

Foco nos grandes eventos

A agenda anual do Bope inclui treinamentos como o realizado na última terça-feira (17/7), em veículos de transporte de massa - barcas, metrô, trens, ônibus e estações de BRT- devido à possibilidade de uma ação criminosa com uso de refém. As intervenções são amplamente divulgadas para não causar estranhamento na população e acompanhadas por psicólogos, responsáveis pela mediação de conflitos.

A estratégia de combate a ações terroristas em pontos turísticos e sensíveis, como os centros de convenções e esportivos que serão utilizados nos eventos internacionais, também são prioridade no calendário de ações. O próximo exercício ocorre em agosto, com participação de todas as forças especiais da Polícia Militar (Grupamento Aeromarítimo e Batalhões de Choque e Operações com Cães) nos trens da Supervia.




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