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Corpo de Bombeiros tem a sua primeira militar mulher comandante de aeronave

 11/01/2019 - 16:21h - Atualizado em 11/01/2019 - 16:23h
 » Julia de Brito// Fotos: André Gomes de Melo

Conquista chegou após 5 anos como copiloto no Grupamento de Operações Aéreas


 

Primeira comandante de aeronave do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Rachel Lopes, de 37 anos, não esconde a alegria. A posição de destaque era um sonho antigo. A conquista chegou após cinco anos de atuação como copiloto no Grupamento de Operações Aéreas (GOA). O trabalho como comandante teve início em dezembro do ano passado. A militar tem atuado no atendimento aeromédico, que inclui o transporte inter-hospitalar de pacientes adultos e neonatos, evacuação de vítimas de acidente, além do transporte de órgãos e tecidos vitais, quando necessário.


- Eu me sinto uma heroína quando tenho a oportunidade de cumprir com a minha função. A redução do tempo em situações de emergência pode salvar vidas – disse a piloto.

 

Desde nova, Rachel tinha atração pelo trabalho do Corpo de Bombeiros. Foi o irmão que a informou sobre o concurso de combatentes, o primeiro a aceitar mulheres.


- A profissão de bombeiro é encantadora. É uma função muito nobre, quem nunca admirou ou sonhou quando criança em ser bombeiro? Fui informada e incentivada pelo meu irmão sobre o concurso que, pela primeira vez, admitiria o ingresso feminino para oficial combatente na corporação. A vontade de trabalhar com aviação surgiu depois. Ingressei na corporação aos 19 anos – lembrou a major.

 

Com dois irmãos aviadores, logo Rachel começou a pensar na possibilidade de atuar como piloto de helicóptero. No Corpo de Bombeiros foi descobrindo que o desejo poderia se tornar realidade.


- No desfile de Sete de Setembro, na Avenida Presidente Vargas, ficava olhando o helicóptero vermelho da corporação e pensando: ainda vou estar lá em cima. O comandante do Grupamento de Operações Aéreas da época me falou que nenhuma mulher havia tentado. Aí pensei: esse vai ser o meu desafio - disse.


  • Fotos

  • Após 500 horas de voo como copiloto, a major Rachel Lopes, de 37 anos, foi avaliada por um Conselho Operacional e admitida na função de piloto. Ela atua em atividades como combate a incêndio florestal; transporte de enfermos, de órgãos e de tecidos; salvamento no mar, em matas e montanhas. Um grande marco na história da corporação.

    5 fotos | Defesa Civil | 11/01/2019

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