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Curral de Tanguá recebe mais de 30 animais apreendidos na BR-101

 30/09/2010 - 10:35h - Atualizado em 01/10/2010 - 10:38h
 » Guedes de Freitas

Destes animais, quatro eqüinos deram exame positivo para anemia infecciosa eqüina e serão sacrificados nos próximos dias


Quase um mês depois das primeiras apreensões, que ocorreram no dia 2 deste mês – dois cavalos, duas éguas e duas vacas -, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a concessionária Autopista Fluminense já recolheram e transportaram para um curral na localidade de Ipitangas, em Tanguá, na Região Metropolitana, 23 equinos e nove bovinos. Destes animais, quatro eqüinos deram exame positivo para anemia infecciosa eqüina e serão sacrificados nos próximos dias.


O esquema é uma parceria da Coordenadoria de Defesa Animal, da Secretaria de Agricultura do estado, responsável pelo controle sanitário dos animais apreendidos, o dono do curral, José de Arimatéia Ferreira de Carvalho, a Prefeitura de Tanguá, a Autopista Fluminense e a PRF, que fazem a apreensão dos animais nas pistas e os transportam para o curral. O número expressivo de animais errantes apreendido mostra a importância de uma medida dessas em autopistas de grande movimentação, como a BR-101, para a diminuição dos acidentes, muitos deles fatais para os animais e para os ocupantes dos veículos, quanto para resguardar a sanidade dos rebanhos do estado, tirando de circulação animais que podem transmitir doenças infectocontagiosas.


No caso dos acidentes, desde que a Autopista Fluminense opera o trecho da BR-101, que vai de Niterói à divisa do Estado do Rio com o Espírito Santo, houve uma ..... A concessionária, em parceria com a PRF, já mantinha um curral em Itaboraí, para onde encaminhava os animais apreendidos na rodovia na área da Região Metropolitana Leste, mas este não se enquadra nas normas da Coordenadoria de Defesa Sanitária Animal estadual .


Com o curral de Tanguá, que é o primeiro no estado que atende a essas normas, a empresa e a PRF ampliam o atendimento na rodovia, capturando animais em geral oriundos dos municípios de Tanguá, Magé, Rio Bonito e adjacências. Mesmo assim, ainda é pouco, segundo o coordenador de Operações da concessionária, Robson Antunes.


– O ideal é que todo município por que passa a rodovia tivesse um curral de apreensão – sugere o coordenador.
Para o superintendente de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Paulo Henrique Moraes, a apreensão de animais errantes atende a preocupação de todos os envolvidos no esquema com a segurança na estrada, mas também é uma ferramenta valiosa para o governo do estado evitar a propagação de doenças infecto-contagiosas no Rio de Janeiro.


– Nossa legislação prevê para o dono ou responsável a obrigatoriedade da criação e manejo adequados dos animais domésticos tanto no aspecto sanitário quanto nutricional. Os proprietários desses animais errantes estão descumprindo essa legislação – explicou o superintendente.


Na chegada ao curral, todos os animais são devidamente identificados, sendo os bovinos submetidos a exames de brucelose e tuberculose e os equídeos a exames de anemia infecciosa equina. Os positivos para as referidas enfermidades são imediatamente isolados e sacrificados, conforme determina a lei, e os negativos, após vacinações, liberados para retorno ao dono ou para alienação em favor do curral de apreensão, depois de sete dias úteis. Os que forem reclamados por seus donos serão liberados após o pagamento de diárias pela utilização da estrutura. Já os animais não reclamados serão doados para instituição de pesquisa e ensino ou vendidos com documentação sanitária para produtores cadastrados nos Núcleos de Defesa Agropecuária no Estado.


Somente as propriedades rurais devidamente cadastradas na Defesa Agropecuária estadual podem receber animais errantes. É o caso do curral de Tanguá. Ele conta com a supervisão técnica de uma veterinária, responsável pela realização do controle sanitário dos animais apreendidos, em parceria com a Defesa Agropecuária estadual, o que não ocorre em outros currais.


– Nosso objetivo é abrir currais com este modelo em outras localidades do estado onde haja muita movimentação de animais errantes em estradas de tráfego intenso – informa o superintendente, adiantando que está em estudos a instalação de uma unidade em Seropédica, na Baixada Fluminense.


Segundo a médica veterinária Fernanda Coelho Torres, da Superintendência de Defesa Agropecuária, a intenção da Secretaria de Agricultura é adequar o curral para futuramente também proceder a apreensão de outras espécies de animais que perambulam sem controle pela via.


– Atualmente, o curral possui condições estruturais para a apreensão de bovinos e equídeos, mas está buscando fazer as adequações necessárias com a intenção de estender a apreensão de suínos (porcos) e pequenos ruminantes (caprinos e ovinos) – completou a veterinária.
 




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