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Bradesco arremata o Berj por R$ 1,8 bilhão

 19/05/2011 - 17:53h - Atualizado em 20/05/2011 - 17:30h
 » Do Núcleo de Imprensa

Banco vai operar a folha de pagamento do Estado por três anos, a partir de janeiro de 2012


O Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj) foi comprado pelo Bradesco por R$ 1,8 bilhão em um leilão realizado, nesta sexta-feira (20/05), na BM&FBOVESPA. O Bradesco levou ainda o direito de operar, por três anos, a folha de pagamento dos servidores ativos, inativos, pensionistas e fornecedores do Governo do Estado do Rio de Janeiro – cerca de 430 mil contas.

Para o secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner, o ágio de quase 100% (99,8%) sobre o valor mínimo demonstra a confiança do mercado na atual administração estadual e na pujança econômica do Estado.

- É uma grande vitória para o Estado. É uma demonstração de confiança no Estado do Rio de Janeiro, de condução do Estado pelo governo Sérgio Cabral. Quatro grandes bancos brasileiros disputaram um banco em liquidação e a folha de pagamentos do Estado do Rio de Janeiro. Foi uma disputa acirrada e o Bradesco ganhou. Estamos muito felizes com esse resultado, que ultrapassou todas as nossas expectativas. Isso representa a pujança econômica do Estado, a confiança que o mercado hoje tem no Governo do Estado do Rio de Janeiro -, disse o secretário.

O lance mínimo para arrematar o Berj era de R$ 513 milhões e o Bradesco ofereceu R$ 1,025 bilhão pelo banco. A segunda maior oferta foi a do Banco do Brasil, com um lance de R$ 729,365 milhões; seguido pelo Santander (R$ 651 milhões) e o Itaú (R$ 590,022 milhões).

Ao todo, o Bradesco vai pagar R$ 1,8 bilhão, incluindo o preço do Berj, a folha de pagamentos do Estado e os emolumentos da Bolsa. O banco assumirá a folha de pagamento em janeiro de 2012. Com o arremate, o Bradesco recebe um crédito fiscal de R$ 3 bilhões.

De acordo com o diretor do Bradesco Poder Público, Renan Mascarenhas Carmo, daqui a cinco dias, quando deve acontecer a assinatura do contrato com o Governo do Estado, o Bradesco pagará 20% do valor total da compra do Berj mais a folha de pagamento dos servidores do Estado. Segundo ele, a segunda parcela deve ser paga daqui a 150 dias.

- O Estado do Rio de Janeiro está de parabéns pela transparência com que conduziu este processo. Para o Bradesco esta vitória é significante, pois reforça a nossa presença no estado. Afinal, o Bradesco é o patrocinador das Olimpíadas e isto para nós é muito importante. O Bradesco é um banco preparado para atender os servidores públicos. Serão abertos mais de 40 postos de pagamento nas diversas secretarias e várias agências _ disse Mascarenhas.

Leilão excluiu ‘Banerjão’ e acervo cultural do banco

O decreto nº 42.432, assinado pelo governador Sérgio Cabral, excluiu da venda o “Banerjão” – edifício no Centro da cidade que foi sede do banco –, avaliado em R$ 86 milhões, e um terreno na Avenida Paulista, comprado nos anos 70, que vale R$ 60 milhões. O governo também prevê a manutenção do acervo cultural do Berj, estimado em R$ 11 milhões, que inclui obras de Di Cavalcanti, Alfredo Volpi e Anita Malfati.

Aos atuais acionistas minoritários do Berj será pago o valor dos imóveis desapropriados na proporção de sua participação no capital social.


  • Fotos

  • Régis Fichtner, secretário da Casa Civil (ao centro), entre Renan Carmo e Anibal Cesar (à esq.), ambos do Bradesco, e Andre Demarco, leiloeiro (terno mais claro) e Wilson Reginaldo Martins, diretor do Bradesco

    7 fotos | Casa Civil | 20/05/2011

    Leilão de venda de ações do BERJ



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