Aranhas

Aranhas

caranguejeira

 

Nome popular: Caranguejeira, tarântula
Nome científico: Theraphosidae 
Tamanho: Podem atingir até 30 cm de envergadura (considerando as patas estendidas)
Alimentação: Insetos, pequenos vertebrados, aves e roedores
Reprodução: Ovípara
Hábito: Noturnas
Habitat: Normalmente são animais solitários, habitando buracos, tocas ou áreas com vegetação densa. Também são encontradas em áreas urbanas.


Distribuição geográfica: Encontradas principalmente nas regiões tropicais e subtropicais do planeta, incluindo o Brasil, onde ocorrem várias espécies, sendo as mais frequentes e conhecidas as da família Theraphosidae.


As caranguejeiras, também são popularmente conhecidas como tarântulas, e são algumas das aranhas mais famosas existentes, mas, apesar de sua fama e do seu aspecto assustador, não são agressivas, preferindo fugir de ameaças a atacar. Suas grandes patas e seu corpo robusto coberto de pelos são suas principais características físicas. Algumas espécies podendo atingir uma envergadura de até 30 cm, se contadas as patas abertas.


Comportamento e Alimentação
As caranguejeiras têm hábitos noturnos e são predadoras solitárias, caçando pequenos animais, como insetos, aves e até roedores. Caçam de forma paciente, esperando que as presas se aproximem, e então, as capturam com as patas, para depois injetar seu veneno, que paralisa e facilita a ingestão do alimento.


Comportamento defensivo
Quando se sentem ameaçadas, as caranguejeiras da família Theraphosidae soltam pelos urticantes localizados no abdômen. Esses pelos podem causar irritação na pele e nas mucosas, servindo como uma forma de proteção contra predadores. Assim como outras aranhas, as caranguejeiras podem levantar as patas dianteiras, adotando uma postura defensiva, mas muito ameaçadora.

 
Reprodução
O processo de acasalamento das caranguejeiras pode ser bastante complexo e ritualizado, com os machos realizando movimentos específicos para atrair as fêmeas para a cópula. São animais ovíparos, ou seja, as fêmeas, depois de fecundadas, põem ovos, que são guardados em estruturas feitas de teia, chamadas ootecas. As fêmeas se escondem e ficam de guarda perto das ootecas em tocas ou buracos seguros. Quando os ovos eclodem dão origem a várias dezenas, às vezes centenas de filhotes.


Habitat e Distribuição
As caranguejeiras apresentam diversas espécies que vivem no Brasil, sendo encontradas em praticamente todos os biomas de nosso território. Embora sejam geralmente solitárias, algumas espécies formam agrupamentos muito numerosos durante a época de acasalamento, e em certas áreas de florestas tropicais densas e preservadas da Amazônia são observadas migrações de centenas de indivíduos, que caminham por vários quilômetros em conjunto pelo chão da floresta. 


Riscos para o homem: Suas picadas não costumam causar envenenamentos graves, mas podem causar dor forte, inchaço e vermelhidão. Pessoas alérgicas ou sensíveis podem apresentar quadros mais severos. Além disso, como possuem ferrões venenosos muito grandes e fortes, as lesões locais devem merecer atenção para não infeccionarem. Animais de companhia (PETs) também podem apresentar quadros mais complicados para tratamento. Caso ocorram acidentes humanos ou veterinários com aranhas caranguejeiras é sempre recomendado buscar imediatamente atendimento médico 


Prevenção de Acidentes
Embora as caranguejeiras não sejam agressivas, é sempre recomendável ter cuidado ao estar próximo a elas. 
Para evitar acidentes:
•    Evite ao máximo mexer com caranguejeiras em qualquer situação. São animais silvestres e isso pode configurar crime ambiental. Caso precise manuseá-las para evitar acidentes, use luvas grossas ou instrumentos adequados, como pinças ou gravetos.
•    Certifique-se de que o ambiente esteja limpo e livre de possíveis esconderijos, como entulhos e madeira empilhada, onde elas possam se abrigar.
•    Evite colocar as mãos em locais escuros, como buracos ou sob pedras, onde as caranguejeiras possam estar escondidas.
Tratamento em caso de picadas


Embora as picadas de caranguejeiras geralmente não sejam perigosas, podem causar dor intensa e inchaço local. Em caso de picada recomenda-se limpar bem a área com água e sabão e buscar atendimento médico imediatamente para avaliação por profissional de saúde.
 

 

Armadeira (Gênero Phoneutria)

Armadeira

Nome popular: Aranha-armadeira, aranha-de-bananeira
Nome científico: Phoneutria
Tamanho: Até 20 cm de envergadura (com as patas abertas)
Alimentação: Aranhas, insetos, pequenos vertebrados (lagartos, camundongos, filhotes de pássaros)
Reprodução: Ovípara
Hábito: Noturno, terrestre
Habitat: São aranhas solitárias, escondendo-se em buracos no solo, sob pedras, madeira e vegetação densa durante o dia
Distribuição geográfica: Encontrada em várias regiões do Brasil, especialmente em áreas rurais e próximas a plantações de bananeiras e outros vegetais de folhas largas. Também ocorrem com frequência em áreas urbanas. 


As aranhas-armadeiras são algumas das aranhas mais temidas e de maior imponência do mundo, devido ao seu porte que pode atingir até 20 cm de envergadura quando suas patas estão completamente abertas. Não constroem teias, sendo caçadoras ativas e noturnas. Durante o dia, buscam esconderijos em locais escuros, como buracos no solo, debaixo de pedras, pedaços de madeira ou entre folhas largas de vegetação, especialmente bananeiras.


Comportamento e Defesa
Essas aranhas são conhecidas por sua postura característica quando se sentem ameaçadas. Quando não conseguem fugir, as aranhas-armadeiras levantam a parte anterior do corpo, apoiando-se nas patas traseiras e movem-se de um lado para o outro, o que aumenta a possibilidade de picarem quem se aproxima muito. Essa atitude de defesa é uma forma de intimidação, e a aranha só pica se realmente não houver a opção de fuga. Por essa razão, os acidentes costumam ocorrer quando pessoas, sem saber, entram em contato com aranhas que se escondem em locais como sapatos, roupas de cama, toalhas, gavetas ou até sob móveis, especialmente ao amanhecer ou no início da noite.


Veneno e efeitos no ser humano
O veneno da aranha-armadeira é potente e serve para capturar suas presas, como outras aranhas, insetos e pequenos vertebrados (lagartos, camundongos e filhotes de pássaros). No entanto, o efeito do veneno em seres humanos pode ser muito grave. Ao ser picado, o indivíduo sente dor imediata e intensa no local da picada, que pode se espalhar pelo membro afetado. O local da picada fica vermelho, inchado e pode apresentar suor excessivo e dormência.

Os sintomas podem incluir aumento dos batimentos cardíacos, hipertensão, agitação e, em casos graves, podem se desenvolver manifestações como:


•    Sudorese generalizada
•    Salivação intensa
•    Vômitos frequentes
•    Diarreia
•    Enrijecimento muscular
•    Choque
•    Edema agudo de pulmão


Esses sintomas mais graves ocorrem especialmente em crianças ou idosos e podem levar a complicações sérias, incluindo a possibilidade de óbito, embora sejam casos extremamente raros.


Prevenção de Acidentes
Os acidentes com as aranhas-armadeiras podem ser evitados com algumas precauções simples:


•    Verifique roupas e calçados: Sempre sacuda roupas e sapatos antes de usá-los, principalmente se forem deixados ao ar livre ou em locais onde as aranhas possam se esconder.
•    Inspecione alimentos: Ao manusear frutas, verduras e legumes, especialmente se colhidos recentemente, verifique se há aranhas escondidas nas superfícies ou nas folhas.
•    Ambientes seguros: Mantenha os ambientes internos e externos da casa limpos e bem iluminados, evitando esconderijos para as aranhas, como pilhas de madeira ou entulhos.
•    Cuidados com o local de descanso: Ao fazer a cama ou organizar roupas, inspecione os locais de armazenamento para garantir que não haja aranhas escondidas.


Tratamento em Caso de Picada
Em caso de picada de aranha-armadeira, é muito importante procurar atendimento médico imediatamente, especialmente em casos em que sintomas graves se manifestam. O tratamento pode incluir, depois da avaliação médica, a administração de soro antiveneno e cuidados de suporte para controlar os sintomas. Caso não haja tratamento adequado, o envenenamento pode levar a complicações sérias, como edema pulmonar ou choque, que requerem cuidados médicos intensivos.
 

 

Viúva Negra (Gênero Latrodectus)

viuva negra

Nome popular: Viúva-negra, Flamenguinha, Janduin 
Nome científico: Latrodectus curacaviensis
Tamanho: Aproximadamente 1 cm de comprimento
Alimentação: Insetos, pequenos artrópodes
Reprodução: Ovípara
Hábito: Noturnas e solitárias
Habitat: Locais abrigados, teias em vegetação baixa, muros e buracos no solo
Distribuição geográfica: Encontrada principalmente nas áreas litorâneas entre o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Norte. Também são encontradas em regiões do interior do Brasil, como Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul.


A viúva-negra (Latrodectus curacaviensis) é uma aranha pequena, tímida e com aparência característica. Seu corpo apresenta um coloração negro-metálica, com um abdômen arredondado decorado por desenhos vermelhos vivos. Dependendo da região as manchas vermelhas do abdômen podem ser adornadas com finas linhas brancas. Apesar de seu tamanho pequeno, essa aranha pode causar acidentes graves devido à potência de seu veneno. Durante a década de 1960, foi considerada uma praga de saúde pública em Niterói devido à grande ocorrência nas praias da cidade e das picadas que a população local sofria.


Comportamento e Defesa
A viúva-negra constrói uma teia desordenada, onde ela permanece pendurada de cabeça para baixo, aguardando que suas presas, geralmente insetos, se prendam na rede. Quando perturbada, a aranha tende a se fingir de morta ou tenta escapar, arrastando o seu abdômen pesado. No entanto, caso se sinta pressionada, como ao ser comprimida contra o corpo (em roupas, lençóis ou durante o sono), ela pode picar com relativa facilidade. Sua natureza reservada e seu comportamento evasivo a tornam um animal difícil de ser detectado, e os acidentes com essa espécie ocorrem principalmente quando a aranha é inesperadamente pressionada ou manipulada.


Veneno e efeitos no ser humano
O veneno da viúva-negra é extremamente tóxico para os seres humanos, afetando diretamente o sistema nervoso. Os efeitos da picada incluem dor muscular intensa, náuseas, dor de cabeça e alterações no sistema cardiorespiratório. Em casos graves, o veneno pode levar a complicações sérias, como paralisia muscular, dificuldades respiratórias e hipertensão. As crianças e pessoas sensíveis são as mais vulneráveis aos efeitos do veneno, e, em casos muito raros, podem ocorrer óbitos.


Prevenção de Acidentes
Embora a viúva-negra tenha uma natureza reclusa, acidentes podem ser evitados com algumas medidas preventivas:


•    Verificação de roupas e calçados: Sacuda bem roupas e sapatos antes de usá-los, especialmente se tiverem sido deixados em locais ao ar livre.
•    Manutenção de ambientes internos: Evite deixar entulhos ou materiais que possam servir de esconderijo para a aranha, como latas vazias ou madeira empilhada. Certifique-se de que as áreas de armazenamento de alimentos, como despensas e prateleiras, estejam sempre limpas e sem frestas.
•    Cuidado com o manuseio de vegetais e frutas: Ao manipular frutas e verduras colhidas, especialmente as de plantio no solo, verifique se não há aranhas escondidas entre as folhas ou nas cascas.


Tratamento em Caso de Picada
Em caso de picada, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente, pois a picada de Latrodectus curacaviensis pode ser muito grave, especialmente para crianças e pessoas com o sistema imunológico comprometido. 
 

 

Aranha Marrom (Gênero Loxosceles)

marrom

Nome popular: Aranha-marrom
Nome científico: Gênero Loxosceles
Tamanho: Até 4 cm de envergadura
Alimentação: Insetos, como moscas, besouros e baratas
Reprodução: Ovíparas
Hábito: Noturnas e solitárias
Habitat: Ambientes escuros e secos, geralmente grutas, sob pedras, cascas de árvores ou em ambientes urbanos
Distribuição geográfica: Encontrada em várias regiões do Brasil, especialmente em áreas urbanas e rurais.


As aranhas-marrons (Loxosceles), também conhecidas por sua coloração cinzenta, avermelhada ou castanha são pequenas aranhas que raramente ultrapassam 4 cm de envergadura, incluindo as patas. São animais tímidos e noturnos, que se escondem durante o dia em locais escuros e secos, como debaixo de pedras, cascas de árvores e em fendas em rochas. Nas áreas urbanas, elas se proliferam dentro das residências, tecendo teias irregulares em locais pouco acessíveis, como atrás de móveis, quadros, pilhas de madeira e material de construção.


Comportamento e Defesa
Essas aranhas não apresentam comportamento agressivo, sendo solitárias e evitando o contato com seres humanos. Os acidentes ocorrem geralmente quando a aranha é comprimida contra o corpo, como em roupas, toalhas ou roupas de cama. Quando se sente ameaçada, a aranha pode picar como defesa.


Veneno e efeitos no ser humano
O veneno da aranha-marrom é altamente tóxico e age principalmente sobre as células do local da picada, e em alguns casos, as células sanguíneas também são atingidas, podendo causar danos graves ao organismo. A picada pode não apresentar dor imediata, o que muitas vezes leva a pessoa a demorar a procurar ajuda médica. No local da picada, podem surgir bolhas, inchaço, aumento de temperatura e lesões hemorrágicas. Em muitos casos, a ausência de dor inicial dificulta o reconhecimento do envenenamento, permitindo que o veneno atue, o que pode resultar em complicações.


Após alguns dias, a área da picada pode sofrer necrose, formando uma úlcera de difícil cicatrização. Além disso, outros sintomas podem incluir febre alta nas primeiras 24 horas, dor de cabeça, coceira generalizada, dor muscular, náuseas, vômitos, visão turva, diarreia, sonolência e irritabilidade. O veneno da aranha-marrom também pode causar complicações hematológicas, como anemia, equimoses (manchas roxas na pele) e urina com acúmulo de proteínas, podendo evoluir para insuficiência renal aguda e, em casos extremos, óbitos.


Prevenção de Acidentes
Para evitar acidentes com aranhas-marrons, algumas medidas simples podem ser adotadas, como:


•    Manter as camas e berços afastados das paredes: Evite que roupas de cama, mosquiteiros ou travesseiros encostem no chão, criando esconderijos para as aranhas.
•    Inspecionar roupas antes de usá-las: Sempre examine camisas, calças e blusas antes de vesti-las, principalmente se foram deixadas em locais onde as aranhas possam se esconder.
•    Verificar calçados: Sacuda bem os sapatos e tênis antes de usá-los, pois as aranhas podem se esconder em seu interior.
•    Limpeza e organização dos ambientes: Manter o ambiente doméstico limpo e livre de entulhos, especialmente em locais escuros e pouco movimentados, como atrás de móveis, pode ajudar a prevenir a proliferação das aranhas.
 

É importante lembrar que nem todas as aranhas com colorido marrom são perigosas. A grande maioria das aranhas "caseiras" não tem veneno capaz de causar danos graves ao ser humano, e a picada de outras espécies de aranhas pode ser completamente inofensiva.


Tratamento em Caso de Picada
Caso ocorra uma picada de aranha-marrom, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente, especialmente se surgirem sintomas mais graves, como necrose na área da picada, febre alta ou sinais de complicações hematológicas. O tratamento pode incluir o uso de antiveneno, cuidados com a necrose e suporte para sintomas sistêmicos, como controle da febre e monitoramento da função renal.

Colabore enviando informações sobre a ocorrência desses animais em sua região. Ligue para 0800 022 1036 ou mande e-mail para sac@vitalbrazil.rj.gov.br.