Caninana (Spilotes pullatus)
Nome vulgar: Caninana
Nome científico: Spilotes pullatus
Tamanho: 1,5 a 2,5 metros
Dentição: Áglifa
Alimentação: Aves, roedores e pequenos vertebrados
Reprodução: Ovípara
Hábito: Diurno e semi-arborícola
Habitat: Matas, cerrados e áreas de vegetação densa
Distribuição geográfica: Encontrada em diversas regiões do Brasil, especialmente no Cerrado, na Mata Atlântica e na Floresta Amazônica.
A caninana, se distingue por seus hábitos semi-arborícolas. Seu colorido se destaca por ter a cor amarelada com grandes manchas pretas.
Essa espécie pode atingir até 2,5 metros de comprimento e é comumente encontrada em árvores, onde caça e se refugia. Com hábitos diurnos, ela busca presas como aves e roedores, que compõem sua dieta principal.
Não é uma espécie venenosa e na presença do ser humano tem o costume de fugir. Entretanto ela possui caráter agressivo, podendo atacar animais maiores e como forma de defesa. Desta forma, quando importunada, infla o pescoço, arma o bote e ataca o oponente mordendo-o.
Possui reprodução ovípara, ou seja, seus filhotes se desenvolvem em ovos, fora do corpo da mãe, com postura de cerca de 8 ovos.
Cobra cipó (Chironius sp)
Nome vulgar: Cobra-verde
Nome científico: Chironius exoletus
Tamanho: Pode atingir até 1,2 metros de comprimento
Dentição: Áglifa
Alimentação: Anfíbios e lagartos
Reprodução: Ovípara
Hábito: Diurno e semi-arborícola
Habitat: Matas
Distribuição geográfica: Encontrada em várias regiões do Brasil como a Amazônia, no Cerrado, nas florestas da Mata Atlântica e no Pantanal.
A Chironius exoletus é uma serpente não-peçonhenta de hábitos semi-arborícolas. Seu nome vulgar faz referência à sua habilidade de se camuflar em árvores. Sua coloração, que mistura tons de verde e marrom, permite que ela se misture perfeitamente ao ambiente natural das florestas e capoeiras, confundindo-se com as folhagens e galhos das árvores. Com tamanho que pode alcançar cerca de um metro, a cobra cipó é ativa principalmente durante o dia, quando caça sua principal fonte de alimento: anfíbios e lagartos.
A cobra cipó é ovípara, e sua reprodução ocorre em locais protegidos, onde sua prole pode se desenvolver de maneira segura. Apesar de seu comportamento relativamente tranquilo, ela pode apresentar um comportamento defensivo com botes rápidos ao se sentir ameaçada. Em situações de perigo, ela também pode se enrolar e permanecer imóvel, confiando em sua camuflagem para evitar a detecção.
Tratamento em caso de mordida: A Chironius exoletus não possui veneno, mas, uma eventual mordida pode causar dor local e infecções em casos raros. Recomenda-se, nesses casos, lavar o local da mordida com água e sabão e, se necessário, buscar cuidados médicos.
Cobra d´água (Erytholamprus miliaris)
Nome vulgar: Cobra-d'água, cobra-de-água
Nome científico: Erythrolamprus miliaris
Tamanho: Normalmente não ultrapassa 1 metro de comprimento
Dentição: Áglifa
Alimentação: Peixes e anfíbios
Reprodução: Ovípara
Hábito: Diurno
Habitat: Rios, lagos e pântanos
Distribuição geográfica: Encontrada em várias regiões do Brasil, especialmente em áreas com corpos d'água, como rios e lagos.
Diferentes espécies de serpentes são popularmente chamadas de cobra-d’água pois vivem em áreas próximas a cursos d´água.
Uma das mais comuns da fauna brasileira é a Erythrolamprus miliaris que ocorre em todos os biomas brasileiros com exceção dos Pampas. Essa espécie possui uma grande variação na sua coloração. Seu colorido vai desde o corpo verde com escamas lisas amareladas contornadas de preto e ventre amarelo na Mata Atlântica até o corpo com escamas esverdeadas circundadas por preto no Cerrado.
Possui reprodução ovípara, com ninhadas entre um e 30 ovos.
Cobra papagaio (Corallus caninus ou Corallus batesii)
Nome vulgar: Periquitamboia
Nome científico: Corallus caninus / Corallus batesii
Tamanho: 1,2 a 1,5 metros
Dentição: Áglifa
Alimentação: Roedores e pequenos mamíferos
Reprodução: Vivípara
Hábito: Noturno
Habitat: Florestas tropicais
Distribuição geográfica: Encontrada na região Norte do Brasil, especialmente na Amazônia.
No Brasil existem 2 espécies de Periquitamboia: ambas do gênero Corallus. A periquitambóia vive nas florestas tropicais da Amazônia no Brasil, Colômbia, Peru e Equador, especialmente em regiões de árvores altas e densas. Ela normalmente é encontrada nas copas das árvores em florestas de clima úmido e quente, onde encontra abrigo e pode caçar suas presas com facilidade- podem atingir até 2 metros de comprimento.
Possui corpo com escamas verde vibrante, que podem variar em tons de verde oliva ou até mesmo azul esverdeado, dependendo da região e do ambiente. O padrão de cores também envolve manchas amarelas ou brancas ao longo do corpo,facilitando sua camuflagem nas árvores da floresta tropical.
Com cabeça triangular e levemente destacada do corpo, elas possuem olhos grandes e pupilas verticais, uma adaptação para a vida arbórea.
É uma serpente de hábitos constritores, envolvendo suas presas (normalmente roedores, aves e lagartos) e a apertando até que possa matá-las para se alimentar. Tem reprodução vivípara com a fêmea parindo cerca de 15 filhotes por ninhada.
É, em geral, uma espécie calma, não costumando ser agressiva, embora possa dar botes defensivos em situações de estresse.
Falsa coral (Oxyrhopus sp)
Nome vulgar: Falsa-coral, coral falsa
Nome científico: Oxyrhopus sp
Tamanho: 60 cm a 1,2 metros (raramente ultrapassa 1 metro)
Dentição: Opistóglifa
Alimentação: Répteis, roedores e anfíbios
Reprodução: Ovípara
Hábito: Noturno
Habitat: Áreas abertas, como cerrados e campos
Distribuição geográfica: Encontrada principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste do Brasil.
A Oxyrhopus sp é um dos gêneros de serpentes conhecida como falsa-coral. Ela imita a coloração vibrante das ditas corais verdadeiras, como uma estratégia de defesa. Essa imitação de cores, que combina vermelho, preto e branco, serve para confundir predadores e potenciais ameaças, fazendo com que ela seja evitada, tendo em vista que as corais verdadeiras são conhecidas pelo potente veneno.
Com tamanho relativamente pequeno, raramente ultrapassando 1 metro de comprimento, a falsa-coral é uma serpente de hábitos noturnos - quando sai em busca de alimento, como pequenos répteis, roedores e anfíbios. Sua dieta é variada, mas composta principalmente por presas de menor porte.
Ovípara, a Oxyrhopus sp se reproduz em locais subterrâneos, onde os ovos podem se desenvolver com maior segurança. Essa serpente habita áreas abertas, como campos e cerrados, e sua coloração camuflada a torna bem adaptada a esses ambientes.
Comportamento defensivo: Seu principal mecanismo de defesa é a imitação de cores das corais verdadeiras, uma tática que a ajuda a se proteger de predadores. Quando ameaçada, a serpente pode adotar uma postura encolhida, imitando a agressividade das corais, mas em geral, prefere fugir do perigo.
Tratamento em caso de mordida: Limpar o local e procurar cuidados médicos, se necessário.
Jiboia (Boa constrictor)
Nome vulgar: Jiboia
Nome científico: Boa constrictor
Tamanho: Pode alcançar até 4 metros de comprimento
Dentição: Áglifa
Alimentação: Roedores, lagartos, aves e pequenos mamíferos
Reprodução: Vivípara
Hábito: Noturno
Habitat: Florestas tropicais, áreas de vegetação densa e, ocasionalmente, áreas urbanas
Distribuição geográfica: Encontrada em grande parte da América Latina, incluindo o Brasil.
A Boa constrictor, popularmente conhecida como jiboia, é uma serpente não-peçonhenta famosa por sua impressionante habilidade de matar suas presas por constrição. Ao capturar um animal, a jiboia envolve seu corpo ao redor da presa e aplica uma pressão constante, sufocando-a levando sufocação por asfixia.
Após a captura, ela engole sua presa, processo que pode durar horas dependendo do tamanho da vítima. Com a capacidade de atingir até 4 metros de comprimento, a jiboia é uma serpente grande e robusta, com hábitos semi-arborícolas. Isso significa que ela passa uma boa parte de sua vida em árvores, onde se camufla bem entre os galhos e folhagens. Embora seja uma excelente nadadora, são nas árvores que a jiboia caça com maior frequência, especialmente aves, lagartos e pequenos mamíferos - os quais são capturados com sua velocidade e força impressionantes.
Com hábitos noturnos, a jiboia caça, na maioria das vezes, à noite, sendo capaz de mover-se com grande agilidade, apesar de seu tamanho, e usa suas habilidades de camuflagem para se esconder de predadores e de suas presas.
Comportamento defensivo: Acuada, ela pode adotar uma postura ameaçadora, abrindo a boca e tentando intimidar seus predadores. No entanto, seu principal mecanismo de defesa é a fuga para um local mais alto ou se enroscando de forma a parecer maior e mais intimidadora.
Tratamento em caso de mordida: Suas mordidas não causam envenenamento. No entanto, a mordida pode causar dores, hematomas e infecções. Assim, a orientação é lavar a área mordida e em caso de necessidade procurar atendimento médico.
Sucuri (Eunectes murinus)
Nome vulgar: Anaconda, sucuri
Nome científico: Eunectes murinus
Tamanho: De 5 a 8 metros de comprimento
Dentição: Áglifa
Alimentação: Mamíferos, aves, jacarés e outros animais aquáticos
Reprodução: Vivípara
Hábito: Diurno
Habitat: Rios, lagos e pântanos
Distribuição geográfica: Encontrada principalmente na região amazônica e em outras áreas de floresta tropical do Brasil.
A Eunectes murinus, mais conhecida como anaconda ou sucuri verde, é a maior serpente do Brasil e uma das maiores do mundo. Capaz de atingir grandes tamanhos, mas dificilmente alcançando 8 metros de comprimento, essa serpente é famosa pela sua força. Embora não seja venenosa, a 'anaconda' utiliza a constrição para capturar e matar suas presas - envolvendo seu corpo ao redor da vítima aplicando uma pressão tão forte que sufoca o animal antes de engolir.
Habitante de ambientes aquáticos, a anaconda é uma serpente semi-aquática, frequentemente encontrada em rios, lagos e pântanos. Ela é uma excelente nadadora e passa boa parte de sua vida na água, onde caça mamíferos, aves, jacarés e outros animais que se aproximam de seu habitat. Suas habilidades de camuflagem a tornam um predador eficaz, permitindo que ela habite as águas rasas ou se esconda nas margens dos rios, à espera de suas presas.
A anaconda é vivípara, característica reprodutiva vantajosa para o ambiente aquático em que ela vive, oferecendo maior proteção aos filhotes recém-nascidos. Embora sua alimentação seja composta principalmente por mamíferos e aves, ela também pode capturar jacarés e outros grandes animais aquáticos. Sua dieta, no entanto, depende da disponibilidade de presas em seu ambiente natural.
Comportamento defensivo: A sucuri, apesar da fama, não é agressiva por natureza, tornando-se defensiva caso ameaçada. Sua principal estratégia de defesa é fugir para a água, nadando rapidamente para escapar de predadores ou intrusos. Caso esteja encurralada, a anaconda usa sua força para se defender, mas em geral evita confrontos diretos.
Tratamento em caso de mordida: Caso ocorra uma mordida, é importante higienizar a região imediatamente e procurar atendimento médico.
Píton (Python spp)
Nome vulgar: Píton
Nome científico: Python spp.
Tamanho: Variável, podendo chegar a 6 metros ou mais, dependendo da espécie
Dentição: Áglifa
Alimentação: Mamíferos, aves e répteis
Reprodução: Ovípara
Hábito: Noturno
Habitat: Florestas tropicais, savanas e áreas rochosas
Distribuição geográfica: Encontrada na África, Ásia e Oceania, dependendo da espécie.
A Python spp são serpentes pertencentes ao gênero Python, conhecidas por seu tamanho imponente e pela habilidade de constrição. Dependendo da espécie, algumas podem atingir até 6 metros de comprimento ou mais. Elas não possuem veneno - essas serpentes habitam uma variedade de ambientes, incluindo florestas tropicais, savanas e áreas rochosas. A píton é uma excelente escaladora e muitas vezes se refugia em árvores, mas também é encontrada no solo. Suas habilidades de camuflagem a ajudam a se misturar ao ambiente, tornando-a uma predadora eficaz.
As pítons são ovíparas: a fêmea cuida dos ovos até que eles eclodem, enrolando-se em torno deles para manter a temperatura adequada. Sua dieta é composta principalmente por mamíferos, aves e répteis.
Comportamento defensivo: Apesar de seu tamanho imponente, as pítons não são, em via de regra, agressivas. Elas preferem evitar confrontos, mas caso ameaçadas, usam sua força para se defender.
Tratamento em caso de mordida: Embora as pítons não sejam venenosas, caso ocorra uma mordida, é fundamental higienizar a região afetada imediatamente e procurar atendimento médico.