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Faetec normatiza a avaliação diagnóstica do ensino remoto nas unidades escolares da Rede


Muito já foi dito, durante a pandemia do coronavirus, sobre os desafios na área da Educação: os reflexos do distanciamento social na vida escolar dos alunos, a falta de acesso às ferramentas digitais, a introdução de novas metodologias, dentre outros. Buscando reduzir esses impactos negativos, a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) dá um passo importante em relação aos métodos avaliativos do conteúdo pedagógico ofertado aos alunos até o momento. Por meio da Portaria 635, foi normatizado a avaliação diagnóstica do ensino remoto da Rede e a flexibilização do calendário escolar para o ano letivo de 2020.
 
 
Foram estabelecidos, em caráter de excepcionalidade, os parâmetros gerais que serão utilizados na organização da oferta de ensino remoto nas unidades escolares, bem como definidos os procedimentos pedagógicos de registro e de avaliação das atividades escolares realizadas. O objetivo é realizar um diagnóstico da situação de cada turma e um acompanhamento dos estudantes e do atendimento ao currículo previsto da Faetec, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação. 
 
 
"A partir dessa portaria, a Fundação passa a construir o seu método avaliativo, considerando todas as variáveis e seguindo as orientações do Conselho Estadual de Educação. Afinal, não esperávamos que este cenário durasse tanto tempo, mas um ciclo já foi completado nesse novo formato. Por isso, é preciso regulamentar um sistema de avaliação de desempenho e dar validade para tudo que foi feito até agora. O método visa analisar a participação dos estudantes nas atividades entregues, relacionadas às habilidades e objetivos de aprendizagem curriculares", adianta o presidente da Fundação Maicon Lisboa.
 
 
O professor ressalta ainda que não se trata de uma mensuração de nota. Ele explica que esse sistema servirá de subsídio para quando as unidades retornarem ao formato presencial. "Não é questão de aprovar ou reprovar os alunos. A ideia é termos um indicativo sobre qual conteúdo poderá ser dado como vencido ou qual precisará ser retomado com a turma. Saber se o aluno evoluiu em cada disciplina e, principalmente, mapear aqueles que não tiveram ou não puderam ter acesso às ferramentas digitais", explica Lisboa.
 
 
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), Leonardo Rodrigues, ressalta que o ano não está perdido, e que o grande desafio está sendo manter os alunos engajados nos estudos. “Nossas redes de ensino vinculadas à secretaria estão buscando reduzir os prejuízos na aprendizagem dos estudantes, diante deste cenário. Estamos reforçando para os gestores educacionais e escolares a importância de desenvolver ações específicas com foco nos alunos para evitar o risco de evasão. Essa é maneira social que encontramos de ajudar a todos. Neste cenário triste, saliento e agradeço a capacidade de se reinventar de muitos professores. Os pais ou responsáveis também estão sendo parceiros fundamentais nesse esforço de engajamento dos alunos nas atividades escolares e, por isso, continuaremos mantendo a comunicação com as famílias. Assim como no mundo inteiro, ninguém estava preparado para este cenário, mas com este esforço para transformar as aulas presenciais no ensino remoto estamos conseguindo manter o ensino de excelência e qualidade na nossa Rede Faetec”, afirmou o secretário.
 
 
Além dos desafios comuns de todas as escolas do país, a Faetec possui peculiaridades que comprometem ainda mais a terminalidade do ano letivo: são as atividades práticas laboratoriais fundamentais em diversos cursos técnicos e tecnológicos.  Por isso, ainda não é possível fazer projeção sobre a conclusão de períodos. Mas todas as atividades serão consideradas na avaliação de desempenho do aluno. Assim, será possível definir estratégias para conduzir os trabalhos educacionais no seu retorno à forma presencial.