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UEZO cria observatório sustentável para geração de renda na Zona Oeste


O Observatório Virtual de Inovação em Tecnologias Ambientais para o Desenvolvimento Sustentável da Universidade do Estado da Zona Oeste (UEZO), criado em 2018, passou a receber o apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), órgão vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI). Com esta parceria as atividades desenvolvidas estão sendo voltadas para expandir a geração de renda para a população da região.    
 
O observatório, coordenado pela professora Renata Angeli, do Núcleo de Inovação Tecnológica, é voltado para o desenvolvimento sustentável nas áreas de biocombustíveis, biorremediação e biopolímeros na região. Os pesquisadores trabalham com uma série de iniciativas que vão desde a avaliação de políticas públicas, a disseminação de informações para uma cultura da inovação em tecnologia ambiental, análise do banco de patentes, identificação dos atores envolvidos na rede de tecnologia, até chegar em ações para qualificar as empresas e empreendedores na busca de inovação em tecnologias ambientais e sustentáveis.
 
Segundo Renata Angeli, um bom exemplo, foi a parceria da Uezo com o Instituto Nacional de Tecnologia e o Centro de Tecnologia Mineral, que desenvolveu um novo tijolo ecológico, à base de resíduo de rocha ornamental (calcário) e resina polimérica (poliéster), produzido à temperatura ambiente, nos moldes do tijolo ecológico solo cimento.
 
O novo tijolo ecológico é mais resistente à água e ao fogo comparado ao tijolo convencional. A patente foi um produto da dissertação de mestrado de Maiccon Marins Barros, tecnólogo em polímeros e engenheiro civil, aluno do Mestrado Profissional em Ciência e Tecnologia de Materiais da UEZO, sob orientação da professora Daniele Cruz Bastos e da pesquisadora Marcia Gomes de Oliveira. 
 
De acordo com a professora Renata Angeli, através do uso da base de patentes, o Observatório Virtual da UEZO pretende divulgar e atrair o interesse de empresas, contribuir com o desenvolvimento de produtos e processos sustentáveis nessas áreas e, com isso, ampliar a economia da região. “Com essas ações, esperamos despertar o interesse pela cultura do empreendedorismo na região da Zona Oeste do Rio de Janeiro, gerando mais empregos e renda”, afirmou a coordenadora do Observatório.