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onibus-lilas- Uanderson Fernandes / SEDSODH


Retrospectiva 2019: RJ atende 3 mil mulheres em situação de violência


Um dos destaques na gestão de 2019 na SEDSODH foi o fortalecimento das ações de enfrentamento à violência contra a mulher e prevenção de feminicídios, crimes que, infelizmente, vêm apresentando elevação em nosso estado. Os serviços de apoio da SEDSODH registraram atendimentos a quase 3 mil mulheres em situação de violência.

 

Até novembro foram 2.868 atendidas nos três Centros Integrados / Especializados de Atendimento à Mulher (CIAM/CEAM) instalados no Rio de Janeiro, Queimados e Nova Iguaçu, onde é oferecido atendimento psicológico, social, jurídico e encaminhamento às unidades de abrigamento, se necessário.

 

"Reativamos também nossos Ônibus Lilás, levando assistente social, psicólogo e advogado para esclarecer dúvidas e ajudar essas mulheres em 15 municípios. Foram 70 atendimentos e 161 orientações nessas unidades móveis de atendimento. Vale ainda registrar a capacitação de 71 policiais militares da Patrulha Maria da Penha", comentou a secretária Fernanda Titonel.  

 

Apoio à criança e ao adolescente

 

Outras conquistas para a atual gestão da SEDSODH vêm da autarquia FIA (Fundação para a Infância e Adolescência). O Programa de Trabalho Protegido na Adolescência (PTPA) foi retomado e este ano 1.200 adolescentes foram colocados em estágio laborativo, em parceria com 17 órgãos públicos. 

 

O PTPA realizou entrevistas com as famílias e ofereceu capacitação e qualificação a 560 adolescentes com dificuldade de acesso a oportunidades, em situação de vulnerabilidade social, vítimas de violência, de envolvimento com o tráfico e outras. O programa também foi lançado na unidade da FIA em Campos dos Goytacazes, primeira do interior a receber o PTPA, com 40 adolescentes. 

 

Outra iniciativa bem-sucedida da FIA, o programa SOS Criança Desaparecida foi reestruturado este ano para atender à Lei nº 8.547, sancionada pelo governador Wilson Witzel em outubro, que cria a obrigatoriedade de comunicação imediata de desaparecimento de crianças e adolescentes, e encaminhamento da família ou responsável da criança e do adolescente à FIA para atendimento e acompanhamento psicossocial. Desde que foi criado, há 23 anos, o programa já registrou 3.612 casos, sendo 3.049 localizados, e tornou-se referência nacional.

 

A FIA ainda lançou o Sistema de Informação para Infância e Adolescência (SIPIA), que será implantado nos 139 Conselhos Tutelares do Estado com objetivo de oferecer maior agilidade no atendimento de crianças/adolescentes que tiveram seus direitos ameaçados e/ou violados. A reforma dos Centros de Atendimento Integrado (CAI) beneficiou aproximadamente 210 adolescentes nas unidades da FIA de Padre Miguel, Santa Cruz e Niterói.