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"Para que as cidades sejam sustentáveis é inevitável que sejam inteligentes"


Discutir as potencialidades das smart cities foi o pano de fundo das palestras realizadas pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) nos dias 5 e 6 de outubro. O evento faz parte da 18ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e, na abertura, contou com a participação da subsecretária de Cooperação com o setor tecnológico e inovativo, Bianca Santos, e do subsecretário de Ensino Superior, Pesquisa e Inovação, Edgar Leite.

 

No primeiro dia, foram dois temas de debate. O primeiro foi conduzido pelo professor do Departamento de Engenharia Elétrica da Coppe/UFRJ, Edson Hirokazu, que explicou a diferença entre fazer ciência e fazer inovação. Para ele, o Brasil produz os conhecimentos necessários para fazer inovação, porém ainda precisa melhorar em como transformar esse conhecimento em inovação.

 

 “A gente poderia estar inovando muito mais, criaria-se mais emprego e diminuiria a desigualdade. Por isso que digo que temos que ver como desenvolver a inovação. Para ser inovador, necessitamos de gente com cabeça de inovação. E para isso precisamos de pessoas com coragem e ousadia”, explicou.

 

Já o segundo tema do dia ficou com a  subsecretária do Sistema Único de Assistência Social Aline Inglez. Ela falou um pouco sobre como as smart cities podem contribuir para a redução das desigualdades sociais e da importância desse processo ser centrado no cidadão, focando assim na qualidade de vida de toda a população e na participação popular.

 

“Temos que focar não só na implementação das ações, mas também participação dos processos decisórios. Quando você investe na participação social, garante que as cidades inteligentes sejam pensadas com inclusão e diversidade, porque você tem ali a representação de vários segmentos da sociedade”, resumiu.

 

Já no segundo dia, o professor da Faculdade de Engenharia Agrícola da UNICAMP Daniel Albiero abriu a discussão falando sobre sustentabilidade e meio ambiente em cidades inteligentes.

 

“As cidades para serem sustentáveis hoje em dia, com nossa sociedade avançada e ocidentalizada, é inevitável que sejam inteligentes. Caso contrário elas não serão sustentáveis”, frisou.

 

A educação também foi debatida pelo professor Lino Guimarães Marujo, do Programa de Engenharia de Produção COPPE/UFRJ. Sob o tema “Educação e inovação para o desenvolvimento das cidades inteligentes” ele explicou a inexorabilidade das cidades inteligentes

 

“Por um lado, existem os impactos negativos causados pelas cidades, como as mudanças climáticas, poluição atmosférica e sonora, entre diversas outras possibilidades. No entanto, a ONU já tem algumas iniciativas e, dentro dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS),  o 11º trata justamente de cidades e comunidades sustentáveis, vindo na tentativa de dirimir tais efeitos negativos. Nesse sentido, as cidades inteligentes se sobressaem”, explicou.

 

E o seminário da SECTI não acabou. Nos dias 7 e 8 de outubro as palestras serão sobre biomassa. Confira a programação: 

 

Dia 7/10
10h: Abertura 
Edgar Leite Ferreira Neto -  Subsecretário de Ensino Superior, Pesquisa e Inovação
10h10 - Tema 1: Biomassa: Desenvolvimento de alternativas energéticas sustentáveis
Tânia Forster Carneiro - Professora da Faculdade de Engenharia de Alimentos na Área de Bioengenharia e Biotecnologia da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
10h40min - abertura para pergunta
 
Dia 8/10
10h: Abertura 
Dr. Serginho - Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação
10h10 - Tema 2: Tecnologia e inovação: produção de combustíveis e produtos químicos a partir da biomassa
Silvio Vaz - Bacharel em Química com atribuições tecnológicas pela Universidade Federal de Uberlândia, mestre em Físico-Química e doutor em Química Analítica pela Universidade de São Paulo
10h40min – abertura para perguntas