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Saúde RJ vai intensificar ações para aumentar a cobertura vacinal em municípios fluminenses
  Oficina com profissionais de Saúde visam à implementação de estratégias para ampliar o acesso às vacinas. Ministério da Saúde quer atingir 95% de cobertura vacinal no Brasil.

Oficina com profissionais de Saúde visam à implementação de estratégias para ampliar o acesso às vacinas. Ministério da Saúde quer atingir 95% de cobertura vacinal no Brasil.

“Microplanejamento para as Atividades de Vacinação de Alta Qualidade” é o tema do evento que está reunindo representantes de municípios e do estado, para discutir e aplicar  estratégias voltadas à melhoria da imunização no país.  A necessidade de ampliar a cobertura vacinal, desde mais acesso à população até questões administrativas de registro de doses, está sendo abordada no evento. Realizado pelo Ministério da Saúde, o encontro iniciou na terça-feira (19/5) e segue até sexta-feira (22/5), no Hotel Windsor Flórida, no Flamengo, Zona Sul do Rio.

No estado do Rio de Janeiro, cinco municípios considerados prioritários participam da oficina: Campos dos Goytacazes, Magé, Cabo Frio, Nova Friburgo e São João de Meriti. A escolha levou em consideração o porte populacional e indicadores relacionados à vacina Pentavalente, utilizada na proteção de bebês e crianças contra doenças graves da infância, como difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções por Haemophilus influenzae tipo b.

Embora o estado do Rio apresente cobertura vacinal de 82,04% para a Pentavalente, os cinco municípios citados estão abaixo de 80%, cenário considerado não conforme, pelos gestores da saúde. O acompanhamento de indicadores permite verificar se os registros estão sendo realizados de forma mais qualificada e enviados corretamente à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

Em Magé, por exemplo, o indicador relacionado ao tipo de dose está abaixo de 10%, patamar considerado aceitável. Isso demonstra como as coberturas vacinais estão sendo acompanhadas, ao considerar a completude do esquema vacinal da Pentavalente por indivíduo vacinado ou por tipo de dose inserida. Quando esse indicador está acima de 10%, isso pode refletir a ausência de registro de doses anteriores no sistema de informação ou a não transmissão da dose para a RNDS. O acompanhamento desse indicador também permite verificar se os registros estão sendo realizados de forma mais qualificada e enviados corretamente à RNDS.

Já Cabo Frio, São João de Meriti, Campos dos Goytacazes e Nova Friburgo utilizam sistemas próprios, ou que não estão totalmente integrados à RNDS. Nesses casos, a falta de completude no registro pode interferir no controle das doses aplicadas.

“O microplanejamento é uma estratégia que visa olhar para o território e pensar ações específicas para cada realidade. A gente olha para o estado, para o município, para o bairro e até para uma microlocalidade específica dentro daquele bairro. O objetivo é organizar ações que permitam realizar uma vacinação de alta qualidade e ampliar as coberturas vacinais”, explica a gerente de Imunizações da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), Keli Magno.

O objetivo da oficina, segundo a gestora, vai além da qualificação dos registros. As discussões buscam identificar as barreiras enfrentadas pela população. "Temos que entender quem ainda não está conseguindo acessar a vacina e como podemos melhorar esse acesso”, completa a gerente.

A estratégia de microplanejamento vem sendo implementada pelo Ministério da Saúde em todo o país desde 2023. No estado do Rio, a SES-RJ acompanha os municípios prioritários em parceria com o Governo Federal, promovendo reuniões tripartites para qualificação dos sistemas e fortalecimento das ações locais de imunização.

No encontro, a subsecretária de Vigilância e Atenção Primária à Saúde da SES-RJ, Silvia Carvalho, destacou a importância da integração entre estado, municípios e Ministério da Saúde para recuperar as coberturas vacinais e dinamizar o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“O fortalecimento da vacinação passa necessariamente por estratégias construídas a partir da realidade de cada território. O microplanejamento permite identificar vulnerabilidades, qualificar os registros e apoiar os municípios para que consigam ampliar o acesso da população às vacinas”, garante a subsecretária.

Na visão do diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, os desafios atuais da vacinação no Brasil estão diretamente relacionados às particularidades dos territórios. “Hoje, o problema majoritário é o acesso. Isso tem relação com a capilaridade das unidades de atenção primária e também com os desafios impostos pelo território. Cada município precisa desenvolver soluções adequadas à sua realidade. Não existe solução pronta. Precisamos trabalhar juntos para enfrentar esses desafios”, destaca.

A SES-RJ destaca que, apesar da queda observada nos últimos anos, o estado já registra melhora gradual nas coberturas vacinais desde 2023, resultado das estratégias conjuntas entre estado e municípios. A meta preconizada pelo Ministério da Saúde é atingir 95% de cobertura.

Além do fortalecimento da Pentavalente, a Secretaria reforça o alerta para a vacinação contra influenza, tríplice viral (proteção contra sarampo, caxumba e rubéola) e febre amarela. “A vacinação continua sendo a principal forma de proteção coletiva”, conclui a gerente de Imunizações da SES-RJ, Keli Magno.

Link para fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1-8pjmjAAx4Q-oqlAdc47jOudu4YSUdjx?usp=drive_link

Link para vídeo: https://drive.google.com/drive/folders/1Gx0II_o7AmFK7m5G2SvT39-krA_X0krp