Jovens de projetos sociais realizam o sonho de conhecer o Theatro Municipal no Prix Osipova
Iniciativa da Secretaria de Esporte e Lazer tem como objetivo promover inclusão de crianças e jovens no cenário cultural
O Theatro Municipal do Rio de Janeiro recebeu, na última terça-feira (28), cerca de 100 jovens bailarinos de projetos sociais de diferentes regiões do estado para acompanhar de perto o Prix Osipova, uma das principais competições internacionais do balé. Para muitos deles, essa foi a primeira visita ao espaço. A iniciativa foi proporcionada pela Secretaria Estadual de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, que garantiu transporte e alimentação para os participantes, promovendo inclusão e ampliando o acesso de jovens talentos a experiências de alto nível no cenário da dança.
– Queremos criar pontes para que mais jovens tenham oportunidades que normalmente estão fora do seu alcance. Aproximá-los de um evento internacional como o Prix Osipova é uma maneira de revelar talentos, fortalecer a inclusão e mostrar que esses caminhos também podem ser deles – afirmou o secretário estadual de Esporte e Lazer, Rodrigo Scorzelli.
A ação contemplou jovens de projetos como o Instituto Legado 10, da Cidade de Deus; o projeto Vidançar, em Bonsucesso; a Escola Artística Larissa Álvares, em Duque de Caxias; o núcleo do Caio Martins, em Niterói; a Vila Olímpica de Queimados; e o projeto da Pastora Narion, em Pedra de Guaratiba.
Responsável pela articulação junto à Secretaria de Estado de Esporte e Lazer, Camilla Picciani destacou o impacto da experiência na formação das jovens.
– Para muitas, foi a primeira vez no Theatro Municipal. Algumas saíram emocionadas, outras dizendo que agora acreditam que podem se tornar bailarinas. Foi uma experiência muito especial – afirmou, ressaltando a importância de iniciativas que ampliam horizontes e incentivam o acesso à cultura e ao esporte.
O Prix Osipova realiza no Rio de Janeiro sua primeira pré-seleção na América Latina, reunindo 54 bailarinos de países como Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Venezuela. A presença da bailarina russa Natalia Osipova, integrante do júri e destaque na apresentação de encerramento, reforçou o caráter internacional do evento.